sexta-feira, 18 de abril de 2008

1968, XVI - Revolução nos costumes, revolução sexual


Começo em Balzac:

Montriveau pâlit, et tomba pour la première fois de sa vie aux genoux d’une femme. Il baisa le bas de la robe de la duchesse, les pieds, les genoux; mais, pour l’honneur du faubourg Saint-Germain, il est nécessaire de ne pas révéler les mystères de ses boudoirs, où l’on voulait tout de l’amour, moins ce qui pouvait attester l’amour.

A cena é famosa e é um lugar-comum. Traduzo: Montriveau empalidece, e cai pela primeira vez em sua vida diante dos joelhos de uma mulher. Beijou a ponta do vestido da duquesa, os pés, seus joelhos; mas, guardando a honra do faubourg Saint-Germain, é necessário não revelar os mistérios de suas alcovas, onde tudo se desejava do amor, exceto o que podia atestar este amor.

Dito às claras: o general de Montriveau esmera-se em carícias orais íntimas na duquesa de Langeais. A cena, já disse, é famosa, e se deixa compreender muito bem, embora Balzac seja discreto a respeito, escancaradamente discreto.

— Chère Antoinette, s’écria Montriveau dans le délire où le plongea l’entier abandon de la duchesse… Querida Antoinette, disse Montriveau, no delírio em que foi jogado pelo total abandono da duquesa… Precisa dizer mais alguma coisa? Não.

Logo em seguida, um companheiro de Montriveau, o marquês de Ronquerolles, explicita para o general seu amigo as regras do jogo amoroso na haute gomme parisiense: Apprends d’abord que les femmes de notre faubourg aiment, comme toutes les autres, à se baigner dans l’amour; mais elles veulent posséder sans être possédées. Elles ont transigé avec la nature. La jurisprudence de la paroisse leur a presque tout permis, moins le péché positif. Aprenda, primeiro, que as mulheres de nosso grupo gostam, como todas as outras, de banharem-se no amor; mas elas desejam possuir sem serem possuídas. Transigiram com a natureza. A jurisprudência da paróquia permite-lhes quase tudo, menos o pecado positivo.

Ou, dito como era quase um provérbio anunciado pela namorada, lema de conduta, nos namoros no Brasil, anos 50 do século vinte, topo tudo, ou topo quase tudo, menos o essencial; menos na frente.

Balzac nos ensina mais: deixamos para trás La Duchesse de Langeais, de onde pesquei tais passagens com um código de conduta sexual bastante explícito, e passemos à novela seguinte da trilogia Histoire des Treize, que é La Fille aux Yeux d’Or, “A jovem dos olhos dourados.” No clímax amoroso, quando Henri de Marsay se encontra, enfim, com a moça dos olhos cor de ouro, Paquita Valdez, esta é descrita como, Mais, chose étrange! si la Fille aux yeux d’or était vierge, elle n’était pas certes innocente. Mas, coisa estranha, se a jovem dos olhos dourados era virgem, não era no entanto inocente. A virgindade de Paquita é assim descrita um pouco adiante: l’innocence purement physique de Paquita, a inocência puramente física de Paquita…

Balzac deixa claro, na cena do encontro amoroso entre de Marsay e Paquita, que estes consumam — de algum modo — o ato amoroso, embora seja elíptico a respeito, e que Paquita continua, tecnicamente, virgem após a noite de amor do casal, quando se refere à l’innocence purement physique de Paquita.

Balzac faz alusões, não diz muita coisa. Fui então a um clássico mais clássico ainda, um que trata só do erotismo: Brantôme. Fui ao Vie des Femmes Galantes, onde, no século XVI, Brantôme nos fala das jovens que sacrificam no altar da arrière-Vénus, da Vênus gozada por detrás, para preservarem le pucelage, a virgindade. Nunca ninguém fez um estudo sobre a sexualidade da classe média urbana no Brasil, no pós-guerra, isto é, depois de 1945, mas, se tomamos como indicativo as historinhas pornôs de Carlos Zéfiro, a prática do arrière-Vénus era comum, na vida amorosa antes do casamento, justamente para que a virgindade fosse preservada. Seguindo-se o exemplo de Paquita Valdés, em La Fille aux Yeux d’Or.

Uma vez jantamos, meados da década de 70, minha mulher e eu, na casa de amigos com Silviano Santiago. Não lembro a razão da conversa que se seguiu, mas alguém começou a discutir a suposta revolução sexual dos anos 60. Silviano deu uma explicação que nos pareceu muito certa. No pós-guerra, a mulher jovem ganhou independência. Embora os suplementos femininos e as seções idem dos jornais e revistas a tratasse como um ser essencialmente doméstico e submisso a pais, irmãos e maridos, o fato é que a mulher ganhou liberdade, ganhou espaço, e entrou no mercado de trabalho, lado a lado, ombro a ombro com o homem. Quis, então, os mesmos direitos, a mesma liberdade nos costumes e na vida amorosa.

Não foi, portanto, a pílula. A pílula anticoncepcional pode até ter sido consequência desse avanço da mulher sobre um espaço social que ficava restrito e dominado pelos homens.

Nos anos 40 e 50, a mulher era tipificada, classificada. Começava com a grande divisão, moças boazinhas e moças mazinhas. A década de 60 começou, assim, com distinções claras determinando regras claras, socialmente aceitas, de comportamento: havia as mulheres “honestas,” e as que não o eram. As primeiras eram as donzelas, as casadas “de vida exemplar,” e as viúvas voltadas aos filhos e à casa. As outras, um espectro largo, que começava nas desquitadas, passava pelas meninas que se haviam “perdido” com algum namorado, isto é, que haviam transado com algum garoto e — assim se contava — “tinham sido abandonadas porque homem não gosta de mulher fácil” — e terminava nas atrizes, coristas, cortesãs (havia isso; também ditas putas de alto bordo), e as putas, simplesmente. Dentro do espectro das meninas “perdidas” havia ainda uma distinção fina, que separava “bandidas” das “pistoleiras.” Nomes que, se a gente pensam bem, eram quase elogios; menina bandida é menina que tomou nas próprias mãos sua conduta, sua vida. Às praticantes do arrière Vénus guardava-se o nome pejorativo, galinhas. Termo que, nos anos 50 e 60, só as designava, e mais nenhuma outra. O motivo, não sei.

Esta era uma tipologia finamente ajustada, um zoo do comportamento sexual baseado num código moral que vinha desde Brantôme, ou mesmo de antes, mas não de muito antes. E que, muito provavelmente, não existia na Idade Média, onde se olhava para essas coisas de modo muito direto; que o digam os textos incidentais e os comentários dos livros de linhagens portugueses, ou, mais explicitamente, os contos de Boccaccio. A hipocrisia sexual é, me parece, uma invenção, uma novação da burguesia, ou das classes médias urbanas.

Na prática, no Rio zona sul dos anos 50 e começos dos 60, a coisa era outra. Talvez o arrière-Vénus não fosse tão difundido como aparece nos livrinhos de Carlos Zéfiro, mas com certeza o petting, ou, em brasileiro, a sacanagem light & heavy, era comum nos casais de namorados. Ninguém se segurava; e, de vez em quando, alguma moça “se perdia.” Mas no espaço público a hipocrisia pairava soberana. Em 1966 Realidade, uma revista mensal da Abril, com artigos sobre variedades e um tom ligeiramente erudito-pernóstico-serioso, publicou uma matéria de capa com o título, “Eu fui mãe solteira.” Era o depoimento de uma menina cujo nome a reportagem escondia e que tinha engravidado ao transar com o namorado. Tinha dezesseis ou dezessete anos quando teve o filho; creio que já tinha chegado aos dezoito anos quando deu a entrevista a Realidade. Todo mundo sabia quem era a moça: frequentava a praia na Montenegro, em Ipanema (hoje, Vinicius de Moraes, homenagem que Vinicius recusaria sem dúvida). Era bonitinha, moreninha de cabelos encaracolados, brincos de argola quando ainda não eram moda os brincos de argola. Lembro de seu apelido: Tuca. Nunca soube seu nome.

A moça cometeu duas transgressões imperdoáveis. Primeiro, deu. Deu para o namorado. Depois, recusou-se a casar com ele, para “reparar o mal irreparável.” Tudo isso aparece no depoimento para Realidade, ou era sabido do pessoal que a conhecia. O governo militar teve um acesso de fúria puritana, e mandou recolher Realidade. A matéria era água com açúcar; mais decorosa ainda, mesmo, que este texto meu agora. Mas — via-se como algo que atacava a moral da família brasileira, ou coisa parecida.

1966 é quando a mini-saia, invenção ultragenial de Mary Quant, aparece no Brasil. E’ interessante falar um pouquinho mais sobre a moda da mini-saia. Mary Quant foi uma designer que produzia para um mercado específico: o mercado Silviano Santiago. Explico: o mercado para mulheres jovens, que trabalhavam, com vida independente. Eram moças que não queriam se vestir como meninas pré-adolescentes, ou como senhoronas. Assim a gente vê um paralelo entre a moda sexy e prática, de Mary Quant, e as mudanças que iam acontecendo no comportamento sexual, na classe média urbana brasileira. Ou no seu núcleo, Copacabana e Ipanema no Rio, anos 60 e começos dos 70. A moda Mary Quant dizia das mudanças de comportamento entre as mulheres.

(Lembro da discussão que houve, 65, 66, no Brasil, sobre a mini-saia. Já não ficava tão bem dizerem que a mini-saia era imoral. Diziam então que era antiestética porque mostrava os joelhos, parte supostamente feia da anatomia. Mas esses joelhos foram logo cobertos com botas thigh-high, e o argumento perdeu validade, ou sentido. e a sensualidade escancarou-se com o uso das botas thigh-high.) Os franceses pegaram a idéia de Mary Quant e foram adiante. Courrèges fez uns minivestidos lindos, bem haute couture. Em 66 saí com uma amiga que estava elegantíssima usando um desses vestidos Courrèges, imitando quadros de Mondrian. Cardin juntou botas brancas ou coloridas, de vinil, até o joelho, E Rudi Gernreich e Ungaro lançaram as botas acima do joelho, as botas thigh-high. Todas, aliás, flat, de salto baixo; a bota de cano muito longo era fetiche suficiente. A moda passou então a ser agressivamente erótica.

A coisa explodiu em 1971, quando inventaram as hotpants, o short pra sair de noite. Eram shorts bem curtinhos, de cetim, veludo, shorts curtos e de cintura baixa, algumas vezes com um cintinho tipo fetiche extra. Foi um período brevíssimo, de abril a julho ou agosto de 1971. Você saía e só via nas boates, nas discotecas, as meninas de short e botas pretas, brilhantes, longas, presas no meio das coxas com o tal cintinho que segurava tudo alto, esticado, no lugar. Era agressivamente erótico, e a uma tal moda correspondeu uma mudança de comportamento - em massa. A virada (literalmente...) se deu (epa!) em 1971, e não em 68. Foi aí a dita revolução sexual. Explicitada sem véus na moda, superprovocante, supererótica, daquele período.

Em 1968, no Brasil, mesmo quem estava na vanguarda intelectual ainda via o comportamento sexual pelo modo antigo. Flavio Macedo Soares publicou em 1969, em Cadernos Brasileiros, revista de cultura modelada sobre o Encounter inglês, e financiada por um fantasmagórico “Instituto Latino-Americano de Relações Internacionais” (que, dizem, era um alias para a CIA), Flavio publicou um ensaio sobre o Festival de Cinema do Rio, acontecido em 1968. Faz uma análise das meninas (depois chamadas groupies) que circulavam no festival:

“Essa falange era composta de moças em geral muito atraentes, e que eram as as mais jovens de todas [no festival], a geração de dezoito, dezenove anos. Fora do festival estão estudando na PUC e fazendo suas primeiras armas no circuito Country-Jirau-Bateau [clube e discotecas do Rio 68]. São o que há cinco anos atrás se chamava “meninas-programa”: querem sair, sair, sair, com gente que pague tudo o que elas querem, gente cheirosa, bem vestida, de carro esporte; querem ter mais sucesso que a amiga, e são capazes de dar em cima de um homem que detestam para tirá-lo de uma rival. O preço de qualquer um desses pequenos sucessos é ir para a cama. E isso por atacado, para valer, sem muita conversa. São meninas ainda, mas meninas trágicas, para quem a vida passa depressa e é preciso pegar o que se pode enquanto se pode; não querem nem mais a ascensão social e o casamento rico depois de uma boa dose de experiências. Não, isso já desapareceu, a experiência ficou crua, brutal. E’ preciso dançar toda a noite com uma música violenta a gritar nos ouvidos, beber na escuridão cheia de fumaça, e se deixar cortejar e apalpar, e é preciso a cada dia se provar, se provar, antes que a vida acabe.”

Fomos contemporâneos de colégio, e amigos, Flavio e eu. Mas sua visão é curiosamente, diria até, espantosamente, passadista. Flavio não via o que estava acontecendo: uma mudança nos costumes porque a mulher invadira, tomara espaços que eram, antes, privilegiadamente masculinos. Essencialmente, a tese de Silviano.

Outra marca na moda da mudança dos costumes foi o surgimento do biquini-tanga, ou string bikini, na praia de Ipanema, o que aconteceu em 1971. Na verdade, era uma recriação do biquini original, de Louis Réard, apresentado em Paris em 1946. A calcinha do biquini de 1946 já era mínima, mas o soutien cortininha só apareceu uns anos depois; e o nome bikini vinha do atol, no Pacífico, no qual se fizeram experiências com a bomba atômica — a idéia é que era moda igualmente explosiva. A tanga surgiu na passagem de 70 para 71 no pier, nas Dunas do Barato, trecho de prais em frente à rua Farme de Amoedo, em Ipanema, de onde se projetava para o mar a construção do emissário submarino de Ipanema. Havia ali um acúmulo de areia, as dunas, o cheiro de mato queimado, o “fuminho,” a maconha, era constante na área, a polícia não incomodava, porque só se preocupava com subversivos, comunistas et caterva, e a roupa de banho era ousada. Acontecia um ou outro topless, e inventavam-se modas. Uma delas, o uso de um conjunto de calcinha e soutien americano como roupa de banho das meninas; eram os conjuntinhos Melody, que qualquer contrabandista de calças jeans vendia — porque calças jeans só se compravam nos contrabandistas, da Dona Glorinha na Correia Dutra no Catete ao Mercadinho Azul em Copacabana.

Eram reduzidos, os conjuntinhos Melody, pequeninos. E foi daí, me parece, que surgiu a tanga. Marcando, como as hotpants e acessórios, ou a mini-saia, uma mudança completa no comportamento da mulher, nas grandes áreas urbanas do Brasil.

Mudou tudo? Aparentemente, hoje os namorados que o desejarem têm liberdade nas suas práticas amorosas. Mas tem também grupos que seguem a cartilha de Bush filho, e usam (e praticam o dito) camisetas com frases tipo “Sou virgem e me orgulho disso.” E, nos anos 90, numa coluna de aconselhamento amoroso de um jornal do Rio, vi que pastores evangélicos aconselhavam — o jogo antigo do sexo pelo arrière Vénus – às suas paroquianas. A uma moça casada que desejava satisfazer um namoradinho eventual, sem praticar o adultério, aconselhou o ministro, dê a frente para seu marido; para o namorado dê atrás. A outra, solteira e fisicamente virgem, aconselhou deixar que o namorado se servisse, como disse o personagem de Amarcord, de son intimità posteriore.

Como os curas paroquianos que, jesuiticamente, aconselhavam e orientavam as liberdades das grandes damas de Balzac. Como La Fille aux Yeux d’Or. Como algumas das moças nobres de Brantôme.

(Na imagem, cena de rua, 1971. Hotpants e botas thigh-high.)

21 comentários:

Carol disse...

Doria, na qualidade de apaixonada por modo e ávida leitora do tema, reconheço nunca ter visto uma análise tão interessante como esta sua. O aspecto sociológico que você demarcou é muito mais interessante do que os velhos clichês de combine-sapato-e-bolsa!
Parabéns e obrigada!
Bjs,
Carol

Francisco Antonio disse...

Usei aqui várias idéias de Margô. Uma vez, conversando aqui em casa sobre as mudanças de comportamento nos anos 60 e 70, pensamos até em escrever juntos um livro. Tá saindo, em fragmentos, agora.

Fiquei muito emocionado com o que você escreveu sobre Margô. Não me lembro do incidente, mas era coisa típica, bem coisa de Margô... E não sabia que eu era professor terrível. Logo eu, Carol...

ana b. disse...

uau, q aula!
zapeando na net, te achei... e aprendi muito, em minutos. obrigada!
ana b.

Francisco Antonio disse...

Não é aula, é coisa que vi e vivi.

TV Digital disse...

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Francisco Antonio Doria disse...

Why is my blog interesting?

Carol disse...

Doria, a brincadeira de Margô contigo foi algo que nunca esqueci - principalmente porque eu mesma nunca compartilhei da imagem de professor malvado e terrível que você tinha no distante ano de 97 na faculdade... mas também eu conhecia seu lado gripado querendo canja. :-)
Bjs,
Carol

Francisco Antonio Doria disse...

Gozado eu ter essa imagem - até porque me imaginava, ao contrário, um professor bonzinho, inocente...

confetti disse...

ah monsieur dorià !! que delicia esse mini tratado sociologico !! começar e acabar com balzac, passando por mary quant, as pistoleiras e o conjuntinho melody, é dominar a verbo, a forma o estilo ! clap clap clap !

pra sua informaçao, a fashion do inverno 2007-2008 na europa foi hot pants e botas de cano longo ! nada se perde, n'est ce pas...))

Francisco Antonio Doria disse...

Na verdade a gente ainda vive a moda pós-anos 60. Começa no jeans/t-shirt e chega a variantes como essa dos shortinhos e botas longas. A mini-saia tem mais de quarenta anos, afinal.

O que as pessoas não costumam correlacionar é moda e comportamento, e isso aconteceu muito claro emtre 67 e 71. Em 71 foi mesmo o liberô geral.

Próximo post vai ser sobre hippies, zen budismo, um ex-aluno de D. T. Suzuki meu amigo. Em seguida, presos políticos, ajuda a clandestinos.

Depois, passeata dos cem mil, onde conheci Clarice Lispector. E a história do Ato 5.

Aí acabo o livro.

Francisco Antonio Doria disse...

Balzac foi... charme, admito. Peguei _Histoire des Treize_ (tenho um exemplar de 1899), e mandei ver. Sugestão de uma amiga, aliás, admito a cópia :))

Carol disse...

A moda tem esse quê de se auto-reciclar, auto-referenciar... Por vezes vejo peças em revistas sendo apresentadas como o grande must-have de uma coleção printemps-été e lembro de ter visto a mesma no guarda-roupas de minha mãe há algumas primaveras...
Juntando moda e cinema: Doria, você viu O Diabo Veste Prada? Li o livro e vi o filme tempos depois. Glenn Close está extraordinária como a Cruela Cruel das fashionistas.
Bjs.

Francisco Antonio disse...

Não vi O Diabo Veste Prada não, Carol. Sei que Glen Close é aristocrata da Nova Inglaterra, de uma daquelas famílias que Nathaniel Hawthorne romanceou.

Vou arranjar o dvd :))

confetti disse...

bonjour monsieur dorià....como vai o senhor ? suavizou ? escreva mais, escreva sempre, nao pare de escrever...

alguém linkou isso la no pd...

http://www.youtube.com/watch?v=EjpSa7umAd8

Francisco Antonio Doria disse...

Tenho que terminar este livro. Estava agora escrevendo o texto da conferência que vou apresentar em agosto em Viena, How to build a hypercomputer. Amanhã ou 6a. continuo escrevendo.

Pax disse...

Pedro teve a quem puxar. Muito bom.

Francisco Antonio Doria disse...

Por que? Ou - olha o pedigree no começo do blog; são seis gerações de gnte escrevendo. Vai no embalo da família...

Giancarlo Zeni disse...

Doria,
Seus escritos são sempre muito felizes, com uma fluidez impressionante - dá pra ver você contando as cenas, numa cervejada num boteco na beira da praia.

Sinto pela Margô e desejo força.

Abçs.
Gian

Francisco Antonio Doria disse...

Tenho que continuar. Tô meio assoberbado de trabalho, mas vou terminar logo esse livro.

Roberto Doria disse...

Caro primo,
Parabens, fantastica analise de nosso liberação sexual.

Francisco Antonio Doria disse...

Bom, tô tocando de novo o blog.